Você perdoou o primeiro pote. Loja errada, sem avaliações, culpa sua. O segundo tinha quatrocentas avaliações e um rótulo bacana — e tinha gosto de açúcar morno com um toque de caramelo, que era exatamente o que era.
Dois meses de noites, e nada mudou em relação à noite. Cerca de US$ 90, perdidos. As avaliações que te convenceram a comprar ainda estão no ar.
Então, alguém que trabalha com isso olhou para os dois rótulos por cerca de quatro segundos e apontou o que estava faltando: nenhuma região, nenhuma época de colheita, nenhum resultado de teste. Nem um único número em lugar algum em nenhum dos dois potes.
Esse é todo o segredo dessa categoria. Mad honey é real, é raro e é caro retirá-lo de um penhasco — portanto, a maneira mais barata de vendê-lo é simplesmente não vendê-lo. Misture um pouco, ou nada, e escreva algo positivo no rótulo. Ninguém pode verificar uma história.
Não é permitido falsificar um laudo de laboratório que contenha um número.
— Xenophon, Anabasis, 401 BC
Portanto, o problema não é mad honey. O problema é que quase ninguém divulga o que há dentro do pote. Aqui está o nosso, antes de falarmos qualquer outra coisa sobre ele.






